terça-feira, 31 de outubro de 2017

Dia Mundial da Alimentação: equação alimentação versus saúde

 Neste ano de 2017, depois de um domingo tenebroso, um dia a nunca mais olvidar na cidade de Braga (e no país inteiro!), cheio de chamas, angústias e terrores, amanheceu numa segunda-feira de outubro, o Dia Mundial da Alimentação, dezasseis de outubro, um dia típico de outono, mais fresco mas ainda cheio de fumos e rescaldos…
       Na Escola Básica de Gualtar, grupos alegres de crianças e adolescentes percorriam a sua Escola, lábios sorridentes e contente coração! Exposições dos seus trabalhos, vídeos alusivos à importância da alimentação na nossa saúde, jogos com leguminosas, iluminavam a sua vida académica e entusiasmavam para a temática da alimentação.
       O grupo das leguminosas foi selecionado como fulcro das explorações e trabalhos, dado o seu alto valor proteico.
       O projeto «Eathink» colaborou também na dinamização desta data, com o trabalho inicial na horta escolar: os alunos, professores e assistentes operacionais foram retirando previamente as anteriores culturas e transplantando-as para a estufa, semeando em viveiro, arejando as caixas de compostagem, revolvendo a terra…
     O JI de Gualtar desenvolveu uma «Feira de outono», promovendo os produtos locais de época, assim como trabalhos alusivos ao tema, que foram expostos na Escola Básica de Gualtar.
       Criado na década de 1940, o Dia Mundial da Alimentação foi comemorado nesta segunda-feira com a finalidade de alertar a população sobre a necessidade de uma nutrição consciente e hábitos alimentares saudáveis. O tema ganhou bastante espaço com a publicação de dados alarmantes, que indicam o aumento da obesidade, colesterol e hipertensão. Com isso, é conveniente perceber se as pessoas vão na direção correta em busca de uma alimentação mais equilibrada ou fazendo o caminho contrário. 
      Buscar uma dieta saudável tem a ver com a relação que se tem com o alimento em si. Com tantas recomendações sobre o que deve ser ingerido, além das proibições, a informação que chega ao consumidor dificulta a sua educação e autonomia no momento de definir o que pode ser incluído na rotina, e como isso deve ser feito - e isso vale principalmente para aqueles alimentos que proporcionam a sensação de prazer. 
          Medidas que buscam controlar o consumo de alguns alimentos, como é o caso do aumento de impostos sobre bebidas açucaradas, ainda são vistas como maneiras eficazes para alcançar esse objetivo, quando, na verdade, são uma forma de punição ao consumidor. "As pessoas devem ser informadas sobre os nutrientes dos alimentos, e não aterrorizadas. A informação deve ser clara e a decisão deve partir do consumidor. 
Para isso, a chave é, mais uma vez, a educação, juntamente com o equilíbrio e o bom senso
     A melhoria da qualidade de vida, portanto, não está somente atrelada aos hábitos alimentares. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) publicados em 2016, a equação não é tão simples assim. Os resultados da pesquisa realizada indicam que a população passou, ao longo dos últimos anos, a ter hábitos de vida mais saudáveis, aumentando o consumo regular de frutas e hortaliças e reduzindo o de refrigerantes e sucos artificiais. Porém, os índices de obesidade, hipertensão e diabetes continuam altos.

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