sexta-feira, 5 de abril de 2019



 2º Conselho Eco- Escolas

2º Conselho Eco Escolas, 3 abril de 2019

No passado dia 3 de abril teve lugar na biblioteca escolar da escola de Gualtar , o segundo conselho Eco Escolas.

Após término do mesmo as nossas colegas Fátima Sá e Raquel Malheiro lembraram-se de  brincar com um poema de Cesário Verde e parafraseando...

Ficou assim!



De manhã

Naquele 2º Encontro Eco escolas
Houve uma coisa simplesmente bela.
E que, sem ter histórias nem grandezas
Em todo o caso dava uma aguarela.

Foi quando alunos, saindo das salas,
Foram discutir, com cabeças cheias,
numa sessão geral na biblioteca
um ramalhete vivo de boas ideias.
Logo depois, já nas salas de aula,


Os seus pares foram alertar
“Há Ideias, concursos e projetos,
Para o planeta reequilibrar”

Mas todo púrpuro a sair das bocas
A ecoar em outras plateias
Foi o supremo encanto do  Encontro
O ramalhete vivo de boas ideias












Agora o poema original

POESIA - CESÁRIO VERDE                                           
De Tarde

Naquele pic-nic de burguesas,
Houve uma coisa simplesmente bela,
E que, sem ter história nem grandezas,
Em todo o caso dava uma aguarela.

Foi quando tu, descendo do burrico,
Foste colher, sem imposturas tolas,
A um granzoal azul de grão-de-bico
Um ramalhete rubro de papoulas.

Pouco depois, em cima duns penhascos,
Nós acampámos, inda o Sol se via;
E houve talhadas de melão, damascos,
E pão-de-ló molhado em malvasia.

Mas, todo púrpuro a sair da renda
Dos teus dois seios como duas rolas,
Era o supremo encanto da merenda
O ramalhete rubro das papoulas!


segunda-feira, 25 de março de 2019






 AULA DE CAMPO  COM O  PROJETO CIÊNCIA ANDANTE

No âmbito do Oxigenar Braga e em articulação com o Eco Escolas e o Projeto Rios da Escola Básica de Gualtar, a turma G do 5º ano participou, no dia 22 de março pelas 14 horas, numa aula de campo junto ao troço adotado do rio Este.
Acompanhados por quatro professores e dois Encarregados de Educação, os alunos começaram por sentir o espaço, fazendo silêncio para escutar o murmúrio das águas, o canto dos pássaros e o estridular dos insetos. O investigador da Universidade do Minho, Georgio Pace, levou os alunos a observar as margens e a concluir que o rio precisaria de mais espaço e de mais árvores para poder acolher mais biodiversidade no seu seio. Refletiu-se sobre os efeitos da poluição e do urbanismo e os alunos foram sensibilizados para a proteção e preservação das áreas ribeirinhas.
Foi feita uma recolha de amostras do fundo do leito do rio para identificar a presença de macroinvertebrados bentónicos, e assim poder inferir sobre a qualidade da água do rio. Em grupos, os alunos, feitos “coca bichinhos”, observaram à lupa as amostras recolhidas, classificaram-nas e fizeram a sua conservação para estudo complementar em sala de aula. Concluíram, a partir dos macroinvertebrados encontrados, que este troço do Rio Este (junto ao campo de futebol de São Mamede) apresenta uma qualidade da água média e mostraram muita vontade de continuar a monitorizá-lo, no sentido de o proteger.
Fez-se a recolha do lixo existente nas margens e terminou a visita com um lanche e brincadeiras no parque das merendas.

Obrigada à Universidade do Minho e ao programa Ciência Andante por ter propiciado esta atividade de sensibilização para a necessidade de se preservar a qualidade biológica das águas e de se conservar e proteger toda a biodiversidade que ela encerra.

Eco Escola da Escola EB de Gualtar 
                       



sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

                     Comemorações do Dia do Agrupamento

                                 Escolas Carlos Amarante

                                                               22 de janeiro de 2019

Oficina Granada de Sementes 


Na Escola Básica (2/3) de Gualtar, em Braga, realizou-se no Dia do Agrupamento, 22 de janeiro de 2018, uma oficina de “granadas de semente” de espécies autóctone (carvalho, sobreiro e azinheira), envolvendo todos os alunos do sexto ano de escolaridade.













Inicialmente, a Professora Fátima Gaspar, coordenadora do Projeto Eco Escolas, deu a conhecer aos alunos, através de um pequeno vídeo os objetivos do Projeto, esclarecendo os alunos sobre as várias fases da realização da atividade que se seguiria.
           








Nesta oficina, cada turma, dividida em pequenos grupos, teve a oportunidade de moldar pequenas bolas resultantes de uma mistura de terra, argila, água, e sementes de leguminosas  que envolvem as bolota  ou as castanhas que queremos ver germinar.
         Os alunos arregaçaram (literalmente!) as mangas, com grande entusiasmo e alegria contagiante. 








Depois de devidamente moldadas, estas “granadas de semente” seriam atiradas para os locais a reflorestar no concelho, aumentando a probabilidade de virem a crescer árvores folhosas nesses terrenos.


Após serem atiradas para os solos, as sementes das leguminosas presentes germinam rapidamente fixando a granada ao solo e enriquecem-no, simultaneamente, em nutrientes,
A humidade da granada irá favorecer a germinação mais lenta da semente autóctone.




Para saber mais:


Masanobu Fukuoka

O agricultor e filósofo japonês
revolucionou a agricultura.
Não lavrou os campos, não mondou, não
podou as árvores, renunciou herbicidas
e adubos químicos, não semeou
ordenadamente em filas.

As suas colheitas foram
abundantes, a sua terra estava
em perfeito equilíbrio,
flora e fauna eram
diversificadas
e exuberantes.





           

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019



           Comemorações do Dia do Agrupamento 

                        Escolas Carlos Amarante


No âmbito das Comemorações do Dia do Agrupamento de Escolas Carlos Amarante, a biblioteca da EB1 de Gualtar, promoveu uma série de atividades com vista a consciencializar os alunos de forma lúdica e divertida para a questão ambiental.

Os alunos foram convidados a refletir e a agir em prol do ambiente, sendo uma das atividades, a entrevista realizada pelos alunos João Antunes e Carolina Gonçalves, do terceiro ano, à professora coordenadora do programa Eco-Escolas da Escola Básica de Gualtar. Uma entrevista muito elucidativa, em que foi explicitada não apenas a génese do programa Eco Escolas, mas onde foram igualmente explicados os principais objetivos do projeto, as atividades desenvolvidas e os projetos em curso. Os alunos compreenderam igualmente o valor e significado da Bandeira Verde e congratularam-se por fazerem parte de um AE merecedor de um símbolo tão ecológico.



Para além da entrevista ouvida na rádio Antena Minho, os alunos visualizaram e discutiram curtas metragens sobre a temática ambiental, relacionadas sobretudo com o mar e a poluição marítima, e exploraram o livro O Médico Do Mar, de Leo Thimmers, como forma de se consciencializarem de que todos somos necessários na defesa do nosso planeta.


 Mural construído pelos alunos do 3º ano da turma GUA7
                     
EB1 S. Mamede


EB1 S. Mamede


Deste trabalho de análise e interpretação, resultou a produção de painéis alusivos ao mar, criados pelos alunos nas diferentes escolas de 1º ciclo do AE Carlos Amarante.Para além do conhecimento adquirido, sublinha-se o envolvimento dos alunos e a sua preocupação em proteger os oceanos, lugar mágico cheio de vida e com tanto para descobrir!





https://bibliotecagualtareb1.blogspot.com/






domingo, 2 de dezembro de 2018

"Azevinhos à Vista!"

Global Action Day 

Dia da Floresta Autóctone, 23 novembro 


O Global Action Day constitui uma excelente oportunidade para mostrar ao mundo as diversas atividades que diariamente realizamos em prol do ambiente e para inspirar e motivar na progressão do agir pela sustentabilidade.




No dia em que se comemora “Dia da Floresta Autóctone” (23 de novembro) a Câmara Municipal de Braga, organizou um conjunto de atividades de plantação de floresta autóctone na Escola Secundária Sá de Miranda, visto ser uma escola na cidade com maior área verde, e com espaço e necessidade de plantações, melhorando a qualidade do ar e reduzindo a ilha de calor da cidade. 

No dia 23 de novembro de 2018, dia em que se celebra a Floresta Autóctone, a turma do 6ºA e alunos do 7ºA e 8ºB e C da Escola Básica de Gualtar (2/3), acompanhados pelas professoras Fátima Gaspar (coordenadora do projeto Eco Escolas), Fátima Sá e Raquel Malheiro, com a colaboração da Câmara Municipal de Braga, deslocaram-se à Escola Secundária Sá de Miranda, para plantação de espécies nativas nacionais, concretamente, azevinhos (Ilex aquifolium), delineando uma sebe que, dentro de sensivelmente cinco anos, se prevê luxuriante e festiva
Inicialmente, foram retirados alguns azereiros (Prunus lusitanica),  para posterior transplante para outro local.
 Como se trata da frontaria da Escola, uma imagem de marca do estabelecimento de ensino mais antigo da «Cidade dos Arcebispos», decidiu-se pela plantação de uma espécie mais rica e dignificante, uma espécie autóctone. Inserido em plena malha urbana, o edifício secular absorve toda a carga poluente da circulação rodoviária, que se revela muito intensa nessa zona de entrada citadina.
Presentes estiveram também as crianças e educadores dos Jardins de Infância de Tadim que, arregaçando as mangas, fizeram «granadas de sementes» de bolotas e plantaram aromáticas, tais como alfazema e alecrim, para criação de um jardim de plantas aromáticas e medicinais.
Após essa jornada verde, um pequeno lanche revigorante foi oferecido a todos.
No final, os alunos das turmas de Gualtar visitaram ainda o Museu da Escola Secundária Sá de Miranda, enriquecendo assim a sua visita de estudo em prol do ambiente e da sustentabilidade, com um contacto estreito com um espólio maravilhoso de ciência usado, noutros tempos, em contexto educativo.
Video:

 Fotos: